

A emissão de documentos fiscais é considerada um fator gerador, ou seja, o registro da atividade que deu origem ao imposto. Por isso, existem diversos códigos que servem para classificar a mercadoria e o tipo de tributação, um desses códigos é o CSOSN.
Mas você sabe o que é CSOSN e como usá-lo? Para lhe ajudar, respondemos estas e outras perguntas no texto abaixo, acompanhe!
O CSOSN é o Código de Situação Tributária da Operação do Simples Nacional, como o nome já deixa claro, este número serve para identificar as operações praticadas por empresas optantes pelo simples nacional, assim como definir a tributação utilizada.
Ele é utilizado na emissão de documentos fiscais, como a Nota fiscal em empresas do Simples Nacional, para indicar a natureza da operação de venda ou prestação de serviços, influenciando diretamente no cálculo dos tributos a serem recolhidos.
O código CSOSN possui 3 dígitos, o primeiro indica a origem da mercadoria e os 2 últimos se referem a operação do simples nacional.
Assim sendo, temos a primeira tabela, referente a Origem da mercadoria:
| Origem | Origem da mercadoria ou serviço |
| 0 | Origem nacional, com exceção das indicadas nos códigos 8, 5, 4 e 3 |
| 1 | Origem estrangeira de importação direta, com exceção das indicadas no código 6 |
| 2 | Origem estrangeira de importação indireta (comprada no mercado nacional), com exceção das indicadas no código 7 |
| 3 | Origem nacional, com Conteúdo de Importação maior do que 40% e menor ou igual a 70% |
| 4 | Origem nacional, produzido de acordo com o Processo Produtivo Básico indicado nas Leis nº 11.484/2007, 8.387/1991, 10.176/2001 e 8.248/1991; e no Decreto-lei nº 288/67 |
| 5 | Origem nacional, com Conteúdo de Importação menor ou igual a 40% |
| 6 | Origem estrangeira de importação direta que conste na lista de Resolução Camex e gás natural, sem semelhante nacional |
| 7 | Origem estrangeira de importação indireta (comprada no mercado nacional) que conste na lista de Resolução Camex e gás natural, sem semelhante nacional |
| 8 | Origem nacional com Conteúdo de Importação maior do que 70% |
E por fim, temos a tabela com o CSOSN formado pelos 3 dígitos:
| CSOSN | Situação da Operação do Simples Nacional |
| 101 | Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito de ICMS |
| 102 | Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito |
| 103 | Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta |
| 201 | Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária (ICMS-ST) |
| 202 | Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária (ICMS-ST) |
| 203 | Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta e com cobrança do ICMS por substituição tributária |
| 300 | Imune de ICMS |
| 400 | Não tributada pelo Simples Nacional |
| 500 | ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária (substituído) ou por antecipação |
| 900 | Outros |
Agora que você já conhece as tabelas, vamos explicar para que serve o CSOSN de ICMS::
O CSOSN 101 é utilizado quando a empresa vendedora é do Simples Nacional, mas a empresa compradora não. Neste caso, a empresa compradora irá comercializar as mercadorias e pode utilizar o aproveitamento de ICMS.
Utilizado quando a empresa vendedora é optantes pelo simples nacional e a empresa compradora também, ou uma pessoa física. No caso do CSOSN 102, não há aproveitamento de crédito de ICMS por parte da compradora.
O CSOSN 103 é usado quando uma empresa do simples nacional vende para uma empresa do lucro real mas que não excedeu a receita bruta do simples nacional.
Empresa vendedora optante pelo simples nacional e o produto em questão se enquadra no regime de substituição tributária. O fator da substituição tributária depende do NCM do produto e de estado para estado, já que as legislações de ICMS variam bastante.
O contribuinte do simples nacional utiliza esse código quando é substituto de ICMS ST, mas não tem direito a créditos deste imposto.
Usado quando o produto é imune de ICMS, que é o caso que alguns produtos e operações especificas como exportação.
Comumente utilizado em operações que não são de venda, como bonificações, envio de remessa, entre outras.
O CSOSN 500 é utilizado em produtos em que o ICMS foi cobrado anteriormente por substituição tributária ou antecipação.
Basicamente, no CSOSN 900 se encaixam aqueles produtos e operações que não fazem parte de nenhum dos números acima.
O primeiro passo e contar com o apoio da contabilidade da empresa. O profissional contábil é o profissional habilitado para autorizar a empresa a usar ou não usar.
Empresas que são de regime normal não utilizam o CSOSN e sim o CST (Código de Situação Tributária). Lembrando que a Situação Tributária se refere ao ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços).
O CSOSN para isento irá depender do tipo da mercadoria e do tipo da operação que está sendo realizada. Também é importante destacar que há uma diferença entre isento e imune:
Selecionar o CSOSN certo pode evitar problemas como:
Além disso, a escolha incorreta do CSOSN pode levar a rejeição da nota fiscal, que ocorre quando a SEFAZ identifica que o CSOSN informado na NFe não está de acordo com as informações digitadas na nota.
Sim, completamente. De acordo com o CSOSN pode ser definido:
Ambos os códigos, CSOSN e CST definem a situação tributária das mercadorias, indicando se ela é normal, isenta ou tem algum beneficio fiscal
Basicamente, o CSOSN é utilizado apenas por empresas do Simples Nacional, enquanto a CST e utilizada por empresas do Regime Normal (Lucro Real, Lucro presumido ou Lucro arbitrário).
Entretanto, a CST também pode ser usada por empresas do simples nacional, pois o CSOSN é utilizado para operações fiscais com ICMS, mas a CST, além do ICMS, é utilizada para PIS, COFINS e IPI.
Como falamos anteriormente, o CSOSN tem 3 dígitos, enquanto a CST tem apenas 2, mas as tabelas são completamente diferentes.
Quando uma empresa do regime normal compra mercadoria de uma empresa do Simples nacional, ela precisa registrar a nota como entrada em seu estoque. Para isso, precisa preencher os códigos correspondentes ao seu regime.
A maioria dos softwares disponíveis no mercado já faz o preenchimento automático destes números, mas para curiosidade, segue abaixo a tabela:
| CSOSN | CST |
| 101 | 00 Tributada Integralmente 20 Com redução de Base de Calculo |
| 102 | 40 Isenta 41 Não tributada 50 Suspensão 51 Diferimento |
| 103 | 00 Tributada Integralmente 20 Com redução de Base de Calculo 40 Isenta 41 Não tributada 50 Suspensão 51 Diferimento |
| 201 | 10 Trib e com cobr de icms sub tributaria 70 Com redução da Base de Cálculo e cobrança de ICMS |
| 202 | 10 Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária 30 Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária 70 Com redução da Base de Cálculo e cobrança de ICMS |
| 203 | 10 Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária 30 Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária 70 Com redução da Base de Cálculo e cobrança de ICMS |
| 300 | 00 Tributada Integralmente 20 Com redução de Base de Calculo 40 Isenta 41 Não tributada 50 Suspensão 51 Diferimento |
| 400 | 00 Tributada Integralmente 20 Com redução de Base de Calculo 40 Isenta 41 Não tributada 50 Suspensão 51 Diferimento |
| 500 | 60 ICMS pago anteriormente por substituição tributaria |
| 900 | 90 Outras |
É importante sempre conversar com um contador a respeito de qual CSOSN preencher nos documentos, pois a escolha do código é uma responsabilidade técnica que exige a analise da legislação.
Esperamos que com esse conteúdo você tenha conseguido melhorar seus conhecimentos sobre o que é CSOSN e quais são as regras de utilização. Para ter acesso a mais conteúdos como esse, assine a nossa newsletter.